Há 17 anos, no dia 27 de julho de 1993, um pequeno grupo de mulheres se uniu devido a um denominador comum em suas histórias: a presença do câncer de mama. Foi essa semelhança, cruel aos olhos de alguns, que deu força a essas mulheres para fundar o Despertar, grupo de voluntariado da Liga Contra o Câncer.
As componentes do grupo abraçam a causa e fazem de tudo para manter o Despertar vivo. Para arrecadar fundos, já que não existe uma renda fixa, as mulheres promovem toda sorte de eventos.
A ação do grupo Despertar começa ainda no hospital, quando a paciente descobre a existência do tumor mamário. "Convidamos a mulher a participar de uma mesa multidisciplinar. Da nossa parte, oferecemos depoimentos positivos como prova de que é possível vencer a batalha contra a doença", explica a presidente.É perceptível, tanto para leigos quanto para profissionais da saúde, a melhora das pacientes que decidem participar do grupo. Estimuladas a acreditar em si mesmas, a se valorizar e a crer que o câncer de mama tem cura, as mulheres abraçadas pela equipe voluntária se sentem mais confiantes e felizes, "Isso reflete positivamente no tratamento", diz Eleni.
Em 17 anos, mais de 1.000 mulheres passaram pelo Despertar. Cada uma delas teve sua qualidade de vida melhorada com as atividades do grupo, que incluem aulas de yoga, coral, terapia ocupacional e oficinas de artesanato.
"Bate palma, sai do chão, manda beijo, dá pulinho, mas segura o peito pra não cair". É com essa irreverência que Léia animou as componentes do grupo Despertar ontem (27), dia de celebrar o aniversário de 17 anos da entidade.Léia e Sônia, que também tiveram câncer de mama, formam uma dupla animada que visita grupos de voluntariado para levar alegria, contar histórias vitoriosas, cantar, dançar e não deixar ninguém ficar parado, um tremendo estímulo à felicidade e à autoconfiança das pacientes com câncer mamário.
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