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Drogas desenvolvidas para combater outros cânceres podem tratar câncer de mama

Pesquisadores chegaram um passo mais perto de compreender como impedir a reincidência do câncer de mama

Resultados, publicados no International Journal of Cancer, no Reino Unido, sugerem que algumas drogas desenvolvidas para combater outros tipos de câncer devem ser consideradas como futuro tratamento contra o câncer de mama também.

 

As terapias hormonais, como o tamoxifeno, que atacam uma proteína responsável pelo crescimento do tumor, têm melhorado bastante o tratamento do câncer de mama. As taxas de sobrevivência subiram consideravelmente para os pacientes cujo câncer de mama é descoberto em uma fase precoce e muitos pacientes com doença avançada podem ter agora uma qualidade de vida muito melhor.

 

Mas as terapias hormonais não funcionam em todos os pacientes e os tumores continuam a crescer e a se espalhar. Em outros pacientes, as terapias hormonais funcionam bem no início, mas depois o câncer geralmente desenvolve resistência e o tumor começa a crescer novamente.

 

Os pesquisadores da University of Leeds apontaram agora uma proteína essencial que eles julgam ajudar o câncer de mama a se tornar resistente aos tratamentos hormonais. Estudos laboratoriais sobre o tecido de câncer de mama revelaram que os tumores resistentes continham níveis excessivos de uma proteína conhecida como FGFR3. Os níveis dessa proteína eram muito, muito menores nos tumores que tinham respondido ao tratamento hormonal. Isto sugere uma importante ligação entre a FGFR3 e a resistência ao tratamento hormonal.

 

"As opções disponíveis para tratar os cânceres de mama que retornam são relativamente limitadas no momento. Portanto, é de extrema importância identificar os fatores que causam esta resistência para ajudar a promover o desenvolvimento de novos medicamentos que podem ser usados para atacar cânceres de mama recorrentes. As drogas estão atualmente sendo feitas para atacar esta proteína - a FGFR3 - em outros tipos de cânceres. Nosso trabalho sugere que estas drogas poderiam ser disponibilizadas para o tratamento de alguns cânceres de mama e também para ajudar a resolver este problema de resistência" disse Darren Tomlinson, principal autor da pesquisa.

 

"Um trabalho semelhante já foi feito em diferentes proteínas que pertencem à mesma família. Nós adicionamos a esta pesquisa ao identificar um membro da família a mais. Se drogas pudessem ser desenvolvidas para estes diferentes membros da família, então, no futuro, os pacientes poderiam receber um programa de tratamento personalizado, dependendo de como seu câncer, em particular, estivesse tentando fugir da terapia hormonal", disse ele.

 

O trabalho é muito encorajador. Sabemos que a resistência no câncer de mama é complexa, então, identificar as proteínas envolvidas nos aproxima de compreender como prevenir o câncer de mama de recorrer", disse a principal pesquisadora do estudo, Valerie Speirs.

 

 

 

 
 
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