O surgimento do câncer do colo do útero está fortemente associado à infecção por um dos 15 tipos oncogênicos do HPV, o papiloma vírus humano. Outros fatores de risco são tabagismo, baixa ingestão de vitaminas, ter múltiplos parceiros sexuais, iniciação sexual precoce e uso de pílulas anticoncepcionais.
Estima-se uma redução de até 80% na mortalidade por este câncer a partir do rastreamento (realização do exame preventivo) em todas as mulheres entre 25 e 65 anos e o tratamento das lesões precursoras deste tipo de tumor. Para tanto é necessário garantir a organização, a integralidade e a qualidade do programa de rastreamento, bem como do tratamento das pacientes.
Abaixo, seguem respostas para algumas dúvidas frequentes relacionadas à doença.
O que é o câncer de colo do útero?
É um tumor que se desenvolve a partir de alterações no colo do útero, que se localiza no fundo da vagina. A doença passa por diferentes fases antes de se transformar em câncer e no início a mulher não sente nada. Conforme a doença avança, podem surgir sintomas, como sangramento vaginal, corrimento e dor.
O que pode causar esse tipo de câncer?
A causa é a infecção persistente pelo Papilomavírus Humano, o vírus HPV (não confundir com o vírus HIV, que causa AIDS). Existem mais de 100 tipos de HPV, embora poucos causem o câncer do colo do útero. O início precoce da atividade sexual e a diversidade de parceiros podem facilitar a infecção.
Como evitar o câncer de colo do útero?
Fazendo o exame preventivo (papanicolau). Quando as alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas, é possível prevenir a doença em 100% dos casos.
O que é o exame preventivo?
É a coleta de material do colo do útero por meio de espátula e escovinha. Este material é colocado em uma lâmina de vidro para ser depois examinado em um laboratório.
Quem deve se submeter ao exame?
As mulheres com vida sexual, principalmente aquelas entre 25 e 59 anos de idade. Mulheres grávidas também podem fazer o exame.
Com que frequência o exame deve ser feito?
Os dois primeiros exames devem ser feitos com um intervalo de um ano. Se os resultados desses exames forem normais, o exame passará a ser feito a cada três anos.
O exame dói?
O exame é rápido e para a maioria das mulheres é indolor. Em alguns casos, pode provocar incômodo passageiro.
Com informações do INCA