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Estudo liga câncer de mama a terapia hormonal

Análise do California Teachers Study contou com 56.867 mulheres. Segundo estudo, risco de tumores malignos é de 83% após 15 anos de uso de hormônios como prostágenos

G1
Especialistas do California Teachers Study, entidade voltada para o pesquisa sobre o câncer de mama nos Estados Unidos, divulgaram estudo nesta terça-feira (10) que evidencia a relação entre terapia de hormônios como os progestágenos e a indicência de câncer de mama em mulheres.

 

A pesquisa reuniu dados de 56.867 pessoas do sexo feminino com câncer, acompanhadas durante quase 10 anos. Segundo os dados, mulheres que utilizaram a terapia de estrogênio por mais de 15 anos apresentam risco 19% maior de contraírem tumores malignos nos seios na comparação com aquelas que nunca usaram o regime de administração da substância.

 

"Os benefícios de terapia de reposição hormonal para alívio de sintomas pós-menopausa são claros, mas os riscos também são maiores do que imaginávamos", afirma Tanmai Saxena, da Escola de Medicina Kech da Universidade do Sul da Califórnia.

 

O trabalho foi publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, publicação da associação norte-americana para pesquisas sobre o câncer.

 

Quando combinado com progestágenos, a terapia com estrogênio, feita durante 15 ou mais anos, aumenta em até 83% as chances de câncer de mama.

 

Segundo os especialistas, o risco está associado também ao índice de massa corporal (IMC). Entre mulheres com índices menores que 30, as chances aumentam.

 

Para Susan Hankinson, professora na Escola Médica de Harvard, a pesquisa destaca a mensagem das instituições de saúde pública nos Estados Unidos: há uma relação de risco entre o uso de hormônios e o câncer de mama.

 

 

 
 
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