O equipamento foi adquirido por meio do projeto Caixa Hospitais, da Caixa Econômica Federal, com recursos liberados pelo Ministério da Saúde. A casamata, feita para abrigar o acelerador, foi construída graças ao repasse de recursos do Governo do Estado. Moderna e totalmente blindada, a estrutura impede um possível vazamento radioativo.
"O grande objetivo do novo acelerador é atender à demanda reprimida de pacientes. Há um ganho de qualidade no que diz respeito ao tempo hábil para tratamento da doença", comemora a médica oncoterapeuta Rosa Najas, coordenadora do setor de Radioterapia da Liga Contra o Câncer. Além disso, outra vantagem do acelerador, segundo Najas, é que ele pode tratar qualquer tipo de tumor, "desde o câncer de pele a tumores no interior do corpo, assim como tumores de cérebro", explica a médica.
O acelerador linear emite um feixe de fótons que quebra o DNA das células. É o que explica o Dr. Nilo Meneses, físico médico responsável por aferir o novo aparelho "Como as células cancerosas são mais sensíveis à radiação, elas tendem a morrer. Já as saudáveis têm a capacidade de se recuperar", diz.