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Médicos de Harvard não poderão dar palestras para indústria farmacêutica

Profissionais da faculdade também não poderão aceitar presentes, viagens ou refeições, exceto quando previamente autorizados pela instituição

Folha de São Paulo
A partir de 2011, a Faculdade de Medicina de Harvard (EUA), uma das mais prestigiadas do mundo, proibirá seus médicos de dar palestras para a indústria farmacêutica e de equipamentos.

 


Eles também não poderão aceitar presentes, viagens ou refeições, exceto se isso for autorizado pela faculdade.

 


No Brasil, o CFM (Conselho Federal de Medicina) já anunciou que os médicos só poderão viajar a congressos com as despesas pagas pela indústria se forem prestar serviço de cunho científico, como dar palestra ou curso.

 


Os médicos de Harvard terão a permissão de fazer pesquisas patrocinadas pela indústria e de atuar como consultores. Porém, será fixado um limite de US$ 10 mil para os pagamento de pesquisadores clínicos-incluindo os honorários do profissional.

 


Também não poderão ter mais do que US$ 30 mil em ações de empresas públicas e estão proibidos de fazer parte de empresas privadas-se os produtos e serviços dessa empresa tiverem relação com a pesquisa do médico.

 


As novas recomendações foram feitas por um comitê ético da faculdade e aceitas pela reitor de Harvard, Jeffrey Flier. Em comunicado à imprensa, a universidade enfatizou que manterá o relacionamento com a indústria, mas dentro de certos limites.

 


"A nova política vai enfatizar a transparência e eliminar a influência do marketing, mas não impedirá ou limitará indevidamente as muitas parcerias produtivas que a faculdade possa a ter com a indústria."

 


 

 

 
 
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