Entidades médicas divulgaram ontem (02) um manifesto endereçado ao governo - e aos candidatos à Presidência da República - que cobra mais recursos para área de saúde e melhores condições de trabalho para categoria, incluindo salário inicial de R$ 15 mil.
D"Ávila identifica, em vários pontos do País, o surgimento de movimentos de profissionais que, indignados com os baixos preços pagos por consultas ou terapias, organizam uma saída em grupo dos planos de saúde. "Não incentivamos o movimento. Mas não temos condição de controlá-lo", disse.
O presidente do CFM argumenta que, ao longo dos últimos dez anos, mensalidades das operadoras de saúde tiveram reajuste de 140%, enquanto honorários médicos subiram 60%. "Um médico receber até R$ 25 por consulta é insustentável."
D"Ávila observa que, em alguns pontos, profissionais adotam medidas para driblar os baixos honorários. Entre elas, cobrar um valor extra, algo que ele admite não ser adequado. "Mas precisamos de soluções."
Além de uma ANS mais atuante, o documento, assinado por CFM, Associação Médica Brasileira e Federação Nacional dos Médicos, reivindica a coibição da abertura indiscriminada de novos cursos de Medicina, maior valorização dos profissionais e a criação de uma carreira médica para o serviço público de saúde. Esta última reivindicação, começa a ser atendida.
Por meio de assessoria de imprensa, o Ministério da Saúde disse concordar com a quase totalidade do que está apresentado no manifesto, sobretudo mais recursos para a área de saúde e regulamentação da Emenda 29.