O Centro de Pesquisa Clínica da Liga Norte-Rio-Grandense Contra o Câncer é uma divisão do Departamento de Ensino e Pesquisa e Educação Comunitária, DEPECOM, e iniciou suas atividades em agosto de 2006, motivada pela necessidade de centralizar as pesquisas realizadas na instituição.
Sob a direção da Dra. Karla Assunção de Carvalho Emerenciano, a divisão mantém cinco (05) estudos em andamento e outros cinco (05) em fase regulatória. Atualmente, os estudos conduzidos são na área de oncologia clínica, fase III e epidemiológicos. Quatro (04) estudos foram concluídos desde a criação do centro.
O Centro de Pesquisa Clínica, a fim de garantir a condução adequada de estudos clínicos, proteção de direitos, segurança e bem-estar dos sujeitos do estudo e a produção de dados confiáveis, segue as diretrizes das Boas Práticas em Pesquisa Clínica/ICH.
MissãoElaborar, implementar, planejar e conduzir estudos clínicos com excelência, ética, honestidade, segurança ao voluntário da pesquisa, compromisso institucional com as Boas Práticas em Pesquisa Clínica, com a perspectiva de proporcionar opções de tratamento ao paciente oncológico e aprimorar os profissionais prestadores de assistência ao paciente portador de câncer.
VisãoO Centro de Pesquisa Clínica da Liga Norte-Rio-Grandense Contra o Câncer será referência nacional em Pesquisa Clínica, atuando com foco em novas perspectivas de tratamento ao paciente com câncer e um aprimorador aos profissionais prestadores de assistência a este paciente até 2014.
DefiniçãoOs casos novos de câncer no Brasil e no mundo tem crescimento exponencial. No combate ao câncer, a comunidade científica trabalha velozmente no desenvolvimento de diferentes técnicas de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença utilizando novas drogas e tecnologias e então, inúmeros ensaios clínicos são desenvolvidos.
Segundo a Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica, SBPPC, a pesquisa clínica, ensaio clínico ou estudo clínico são processos de investigação científica que utilizam seres humanos como sujeitos de verificação de hipóteses de trabalho. O objetivo dessas atividades é obter novo conhecimento científico, sobre medicamentos, procedimentos ou métodos de abordagem de problemas que afetem a saúde do ser humano.
Antes de estudar clinicamente um medicamento em seres humanos, ele deve estar aprovado por testes pré-clínicos, ou seja, por meio da experimentação com animais, considerando-se aspectos de segurança.
Quando essa medicação está pronta para ser testada no ser humano, para assegurar a saúde do voluntário da pesquisa e para obter o maior volume possível de informações sobre o medicamento, a pesquisa clínica é classificada em quatro fases subsequentes.
Abaixo segue resumidamente a definição de cada fase da pesquisa clínica:
Fase I: é o primeiro estudo em seres humanos, realizado junto a pequenos grupos de pessoas voluntárias, em geral sadias, utilizando um novo princípio ativo ou nova formulação pesquisada. Essas pesquisas se propõem a estabelecer uma evolução preliminar da segurança e do perfil farmacocinético e, quando possível, um perfil farmacodinâmico.
Fase II (Estudo Terapêutico Piloto): Os objetivos do estudo terapêutico piloto visam demonstrar a atividade e estabelecer a segurança a curto prazo do princípio ativo em pacientes afetados por uma determinada enfermidade ou condição patológica. As pesquisas são realizadas junto a um número pequeno de pessoas e, frequentemente, são seguidas de um estudo de administração. Deve ser possível, também, estabelecer-se as relações dose-resposta, com o objetivo de obter sólidos antecedentes para a descrição de estudos terapêuticos ampliados (Fase III).
Fase III (Estudo Terapêutico Ampliado): São estudos realizados em grandes e variados grupos de pacientes, com o objetivo de determinar o resultado do risco/benefício a curto e longo prazo das formulações do princípio ativo e, de maneira global, o valor terapêutico relativo. Nessa fase, exploram-se o tipo e perfil das reações adversas mais frequentes, assim como características especiais do medicamento e/ou especialidade medicinal, por exemplo: interações clinicamente relevantes, principais fatores modificatórios do efeito, tais como idade, etc.
Fase IV: São pesquisas realizadas depois de comercializado o produto e/ou especialidade medicinal. Esses estudos são executados com base nas características com que foi autorizado o medicamento e/ou especialidade medicinal. Geralmente são estudos de vigilância pós-comercialização, para estabelecer o valor terapêutico, o surgimento de novas reações adversas e/ou confirmação da frequência de surgimento das já conhecidas, e as estratégias de tratamento.
Equipe
| Nome completo |
Formação |
Função |
| Andréa Juliana Pereira de S. Gomes |
Médica |
Investigador |
| Andréa Carla Pinto Fernandes |
Farmacêutica |
Farmacêutico |
| Anny Hellen Albino Dantas |
Médica |
Investigador |
| Breno Costa Cavalcanti |
Farmacêutico |
Farmacêutico |
| Carolina Filgueira de Carvalho F. Cunha |
Médica |
Investigador |
| Cristina Rocha de Medeiros Miranda |
Médica |
Investigador |
| Danielli de Almeida Matias |
Médica |
Investigador |
| Eliane Melo dos Reis |
Médica |
Investigador |
| Janilta dos Santos Moura |
Enfermeira |
Coordenador |
| Karla Assunção de Carvalho Emerenciano |
Médica |
Investigador |
| Patrícia Cristina Pascoto de Moura |
Enfermeira |
Coordenador |
| Roberto Magnus Duarte Sales |
Médica |
Investigador |
| Rochelle de Lima Farias |
Médica |
Investigador |
| Sulene Cunha Souza |
Médica |
Investigador |
Experiência em estudos clínicosEstudos em andamento:
| Fase |
Indicação |
Quantidade |
| III |
Tratamento de metástases ósseas |
3
|
| III |
Profilaxia da síndrome mão pé em pacientes em uso de capecitabina |
1
|
| III |
Tratamento de Câncer de mama localmente avançado ou metastático |
5
|
| Total |
|
5
|
Estudos em fase regulatória:
| Fase |
Indicação |
Quantidade |
| III |
Tratamento de anemia em pacientes com câncer de pulmão não pequenas células |
1
|
| III |
Tratamento de câncer de mama metastático |
1
|
| III |
Tratamento de Câncer Estromal do trato gastro-intestinal (GIST) |
1
|
| III |
Tratamento de câncer de mama inflamatório |
1
|
| III |
Profilaxia do rash cutâneo associado ao cloridrato de erlotinib |
1
|
| Total |
|
5
|
Parcerias e Novos ProjetosA Liga Contra o Câncer está aberta a novas parcerias e novos projetos. Envie o acordo de confidencialidade, a proposta do estudo, questionário de análise de viabilidade, de qualificação e seleção do centro ou solicite uma visita ao centro através dos contatos abaixo:
Patrícia Pascoto
Coordenadora de Estudos
Tel/fax: (84) 4009-5595
E-mail: pesquisaclinica@liga.org.br
Janilta Moura
Coordenadora de Estudos
Tel/fax: +55 84 40095595
E-mail: pesquisaclinica.janilta@liga.org.br
Saiba maisPara a preparação do dossiê e a execução do estudo é importante a verificação da legislação vigente aplicável a cada projeto. Os estudos devem estar em concordância com as normas regulamentadoras do:
Conselho Nacional de Saúde
http://conselho.saude.gov.br/comissao/conep/resolucao.html
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)
http://www.anvisa.gov.br/e-legis/
Comitê Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP)
http://conselho.saude.gov.br/comissao/eticapesq.htm
Comitê de Ética em Pesquisa (CEP)
http://www.hcnet.usp.br/adm/dc/cappesq/index.htm.
Nossa Instituição atua de acordo com as diretrizes da Conferência Internacional de Harmonização – ICH, Boas Práticas Clínicas – BCP.